Carpe Diem Ao Inverso

Tem dias que estão guerra, tem guerras que são dia.
Nem ao menos o levantar parece ser suave, pois abrir os olhos para viver o ontem de novo causa-nos arrepios. Os mesmos objetivos, as mesmas exclamações, o mesmo café e os mesmos passos. Sendo que cada passo pesa mais que a vontade de chegar. Talvez onde não quisera, mas obrigado, foste.
Viver sabendo que isso aconteceu ontem e irá acontecer amanhã novamente é frustrante. Alguns chamam de monotonia, eu prefiro chatice. Nomes difíceis e bonitos (ou não) não tornam os dias mais agradáveis ou “enfrentáveis”. São medonhos e dolorosos.
Se acostumar com isso (com os dias-guerra) não é gostar dos tais, é estagnar no meio da irrupção deles. Ora silenciosa – pequenos conflitos diários -, ora estrondosa – conflitos mais agravantes. Porém, é realmente necessário.
Estagnar é o que chamam de “carpe diem”. Sim, pois aproveitar, em primeiro significado, quer dizer “tirar proveito”, e isto é o que se faz todos os dias.
Passos pesados para lugares indesejados para tirar proveito. Não tu, eles. Os dias-guerra. Eles tiram proveito de ti.
E, sabe? Isso tornou-se imutável.
É crônico, perpétuo, diário.
Não muda!
Se mudar,
morreu.

commuter commuting late lost
Foto por Negative Space em Pexels.com
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